Estilo hi-lo: arquitetura que explora a criatividade

Quem gosta de acompanhar as tendências de arquitetura e decoração já entendeu que “certo” e “errado” são conceitos praticamente em extinção. Nos projetos que mais conversam com o espírito dos tempos atuais, o estilo hi-lo se destaca. Segundo essa tendência, a regra do jogo é justamente não ter regras.

Também conhecido como high-low, que, em português literal, significa alto-baixo, esse não é um conceito exatamente novo. Criado no mundo da moda durante a década de 1990, ele logo caiu no gosto popular por ser autenticamente democrático e contemporâneo.

Como o próprio nome diz, propõe um mix entre elementos opostos, como o simples e o sofisticado. E essa mistura pode ir ainda mais longe. Ser hi-lo, hoje, é sinônimo de ter criatividade, elegância, liberdade e cultura.

Gostou? Continue a ler e inspire-se.

O que é o estilo hi-lo na arquitetura e na decoração?

Esqueça a sobriedade e a padronização total. Ser hi-lo na arquitetura é conhecer bem os materiais, as edificações das mais diversas épocas e, a partir dessa coleção de referências, soltar a mão e ousar nos projetos.

Misturar formas, texturas e acabamentos, dos mais altos padrões aos de orçamento mais acessível, é um ótimo exercício. Vale lembrar que é importante ter um olhar apurado e bom-senso para compor ambientes marcados por contrastes.

Na decoração hi-lo, obras de arte e móveis assinados por grandes nomes dividem o mesmo espaço com adornos e mobílias populares. Tudo o que você tem que fazer é manter o raciocínio de combinar opostos como: moderno e retrô; industrial e romântico; clássico e rústico; e assim por diante. Os resultados costumam ser muito interessantes.

Quer ver? Continue a ler e não deixe de conferir as imagens de referência que selecionamos para você.

Quais são as vantagens da decoração hi-lo?

Do charme ao custo, o que não falta são bons motivos para adotar o estilo hi-lo. Veja só!

Mais acessível

Ao compor a decoração com elementos que não são apenas artigos de luxo, o projeto pode ficar ainda mais exclusivo e original – custando menos. E que tipo de cliente não gosta de ouvir que vai economizar? É uma boa notícia para todos, mas principalmente para aqueles que não podem desembolsar tanto em um projeto.

O estilo hi-lo atende ao quesito economia porque, dependendo do tamanho do espaço, basta colocar uma peça de alto valor para conseguir um bom efeito e minimizar os gastos com outros elementos. Por exemplo, uma parede com um acabamento do tipo boiserie já é o suficiente para conferir o toque high a um ambiente.

Valoriza a sua história de vida

Seguir a tendência high-low significa abrir as portas para a expressão pessoal de quem vive ou frequenta o ambiente. Isso porque, longe da frieza de projetos pretensiosamente sofisticados, o hi-lo acolhe e abraça com personalidade.

Nesse estilo, objetos com história são muito bem-vindos e, por que não, podem até ganhar um novo significado. Estamos falando de mobiliários antigos herdados de família, objetos de infância e fotografias. Uma mala rígida da década passada, nesse contexto, pode até se transformar em um criado-mudo.

É chique e cult

Como é possível notar, a expressão pessoal é fortemente valorizada no estilo hi-lo. Itens adquiridos em viagens, como livros, gravuras, esculturas e máscaras, entre outros objetos, podem garantir esse toque especial.

Lembra que mais acima falamos que o hi-lo flerta com cultura e elegância? Esses dois elementos podem surgir no ambiente com o passar do tempo. Em cada viagem e passeio realizado, os objetos certos vão se revelar ao dono e bastará integrá-los à decoração.

Como incorporar o estilo hi-lo na arquitetura?

Agora chegou a hora da prática e de, finalmente, colocar as mãos na massa para transformar essa tendência em realidade.

Peças high

Encontrar os elementos high não é difícil. Feiras, livros ou revistas transbordam novidades desse tipo. O conceito contempla desde a criação de móveis únicos, peças exclusivas de design, obras de arte a, como já mencionamos anteriormente, opções de acabamentos elaborados.

Nas ideias abaixo, há muitas misturas inusitadas, como um bom piano clássico combinando perfeitamente com detalhes modernos e objetos de design. O estilo escandinavo também ganha toques hi-lo com móveis retrô, um lustre moderno e enfeites de valor acessível no cenário.

Boas peças antigas, que podem até ser garimpadas em bazares, feiras e brechós, combinam com acessórios de cores vibrantes. O mobiliário dos velhos tempos, inclusive, não precisa nem ser restaurado, basta uma demão com um tom bem vivo para criar um impacto fascinante.

As portas de correr podem entrar nessa jogada. Uma ideia é personalizá-las em um estilo clássico e românico, em madeira pintada de branco. Depois, é só escolher luminárias contemporâneas e acessíveis para entrarem nesse belíssimo jogo de opostos.

Peças low 

Assim como o componente high, o low também é fácil de ser encontrado. Basta um olhar treinado para perceber que ele está por todos os lados: em lojas e sites de segunda mão, em feirinhas de rua, em marcas populares locais e internacionais, e até mesmo em objetos sem utilidade aparente.

Tábuas de madeira de demolição se transformam em uma cama estrategicamente inserida em um quarto supersofisticado e contemporâneo. Até mesmo uma televisão de meados do século passado pode entrar em sintonia quando combinada com peças modernas. Elementos de arte de rua e até bicicletas estão liberados no mix.

Como já dissemos antes, basta uma peça de alto valor agregado, como uma poltrona assinada ou um bom tapete, para conseguir compor um cenário sofisticado, mesmo que o restante do ambiente esteja preenchido por elementos de baixo custo. Duvida? Comprove nas imagens que seguem.

Misturas sem fim

Quando entram no jogo do high-low, cores, padrões e texturas arquitetônicas ampliam ainda mais as possibilidades para criar ou renovar um ambiente.

Um chão de concreto, por exemplo, apesar de ter um custo bastante baixo, compõe um visual chique quando combinado a mobiliários luxuosos. Já uma parede com acabamento em tijolinho pode ser pincelada com uma cor marcante e dividir o mesmo ambiente com uma porta de correr personalizada, proporcionando ares de estilo industrial ao espaço.

Fugir de projetos com base neutra também é uma boa sugestão. Quer algo mais inesperado do que mesclar marrom com rosa e ainda preencher o ambiente com móveis e adornos clássicos, em contradição com o moderno? Integrar ambientes para, depois, dividi-los com portas automatizadas, em contraste a adornos mais simples, é criar um high-low baseado na polarização entre artesanal e tecnológico.

Mesclar peças retrô com estampas étnicas e estilo romântico é outra aposta que tem tudo para dar certo.

Confira algumas boas ideias.

Esperamos que esta publicação tenha trazido insights para fazê-lo brilhar ainda mais em seus projetos. Para continuar acompanhando nosso conteúdo, siga-nos no FacebookLinkedIn e Instagram.

 

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